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A Doutrina Secreta A Síntese da Ciência, Religião e Filosofia por H. P. Blavatsky Autora de “Ísis Sem Véu”

“Não há Religião mais elevada que a Verdade”

Vol.

II - ANTROPOGÊNESE

The Aquarian Theosophist II

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A Doutrina Secreta A Síntese da Ciência, Religião e Filosofia de Helena P. Blavatsky (1831-1891)

Tradução da Edição Original de 1888, de “The Secret Doctrine” que está disponível nos websites associados.

A edição original foi também publicada de forma fac-similar pela Theosophy Company, de Los Angeles, em 1925, 1947 e 1982. A tradução é de Carlos Cardoso Aveline, com apoio de Joana Maria Pinho e outros associados da .

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Dedico esta obra a todos os verdadeiros teosofistas, em todos os países e de todas as raças, porque eles chamaram por ela, e ela foi escrita para eles.

Helena P. Blavatsky

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Sumário Da Tradução Realizada Até o Momento Volume II Antropogênese

Notas Preliminares …………….…………………………………..................................

Parte I do Volume II

Estâncias do Livro de Dzyan ……………………………………….............................

Estância I - Os Começos da Vida Sensível …………………………….….…………..

Os Astrônomos Antediluvianos …………………………………….……………….....…

Estância II - Sem Ajuda, a Natureza Falha ………..…………….……………………..... ῾Η ἐμὴ διδαχὴ οὐκ ἔστιν ἐμή, ἀλλὰ τοῦ πέμφαντός με.

“A minha doutrina não é minha, mas daquele que me enviou.”

- Evangelho de João, vii, 16.

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A ciência moderna insiste na doutrina da evolução; a razão humana e a “Doutrina Secreta” fazem o mesmo, e a ideia é corroborada pelas lendas e mitos antigos, e mesmo pela própria Bíblia quando lida nas entrelinhas.

Vemos uma flor desenvolver-se lentamente a partir de um botão, e o botão, a partir da sua semente.

Mas de onde provém esta última, com todo o seu programa predeterminado de transformação física, e suas forças invisíveis, portanto espirituais, que desenvolvem gradualmente sua forma, cor e odor? A palavra evolução fala por si mesma.

O germe da atual raça humana deve ter preexistido na progenitora desta raça, assim como a semente, na qual repousa oculta a flor do próximo verão, desenvolveu-se na cápsula de sua flor-progenitora; a mãe pode ser apenas ligeiramente diferente, mas, ainda assim, ela difere de sua futura progênie.

Os ancestrais antediluvianos dos atuais elefantes e dos lagartos foram, talvez, o mamute e o plesiossauro; por que motivo os progenitores de nossa raça humana não poderiam ter sido os “gigantes” dos Vedas, do Völuspá e do livro do Gênesis? Se é positivamente absurdo acreditar que a “transformação das espécies” ocorreu de acordo com alguns dos pontos de vista mais materialísticos dos evolucionistas, é simplesmente natural pensar que cada gênero, a começar dos moluscos e terminando com o homem, modificou a sua própria forma primordial e característica.

- “Ísis Sem Véu”, H.P. Blavatsky, Ed. Pensamento, São Paulo, vol.

I, p. 222.

[A tradução deste trecho foi revisada de acordo com o original em inglês, para a presente edição de “A Doutrina Secreta”. Na edição original de Isis Unveiled, ver vol.

I, p. 153.] Notas Preliminares (Volte para o Sumário)

Sobre as Estâncias Arcaicas e os Quatro Continentes Pré-Históricos

“Facies totius Universi, quamvis infinitis modis variet, Manet tamen semper eadem.” - Spinoza

“A face externa do Universo inteiro, embora varie infinitamente, permanece sempre a mesma.” - Spinoza

Neste segundo volume, as Estâncias, assim como os comentários sobre elas, são tiradas dos mesmos Registros Arcaicos que as Estâncias sobre a Cosmogonia, no volume I. Fazemos uma tradução tão literal quanto possível; mas algumas das Estâncias eram demasiado complexas para serem compreendidas sem explicação.

Assim, tal como foi feito no volume I, elas são apresentadas inicialmente na sua totalidade e tal como estão; e em seguida, à medida que elas são examinadas verso por verso com os seus Comentários, é feita uma tentativa de torná-las mais claras, através de palavras acrescentadas entre colchetes, antecipando a explicação mais completa do Comentário.

A respeito da evolução da humanidade, a Doutrina Secreta postula três novas proposições, que estão em um antagonismo direto tanto em relação à ciência moderna quanto em relação aos dogmas religiosos atuais.

Ela ensina: (a) a evolução simultânea de sete grupos humanos em sete porções diferentes do nosso globo; (b) o nascimento do corpo astral, antes do corpo físico; sendo que o corpo astral é um modelo para o corpo

Correspondence of Spinoza, Letter 64. Adotamos a versão em inglês e a referência bibliográfica indicadas na edição de Boris de Zirkoff.

(Nota do Tradutor) físico; e (c) que o homem, nesta Ronda, precedeu todos os mamíferos - inclusive os antropoides -, no reino animal.

A Doutrina Secreta não está sozinha ao falar dos HOMENS primevos nascidos simultaneamente nas sete divisões do nosso Globo.

No Divino “Pimandro” de Hermes encontramos os mesmos sete homens primevos 3 que surgem da Natureza e do “Homem Celestial”, no sentido coletivo do termo, isto é, surgem dos Espíritos Criativos; e nos fragmentos (coletados por George Smith) das tábuas caldaicas em que está inscrita a Lenda Babilônica da Criação, na primeira coluna da tábua Cutha, são mencionados sete seres humanos com caras de corvos (de cor preta, escura), a quem “os (Sete) grandes deuses criaram”. Ou, tal como explicado nas linhas 16 e 18 - “No meio da Terra eles cresceram e se tornaram grandes ….. Sete reis, irmãos da mesma família.” Estes são os Sete Reis de Edom, aos quais é feita referência na Cabala; a primeira raça, que foi imperfeita, isto é, nasceu antes que existisse o “equilíbrio” (sexos), e foi portanto destruída.

(Zohar, Siphrah Dzeniouta, Idrah Suta, 2928, La Kabbale, p. 205.) “Sete Reis, irmãos, apareceram e tiveram filhos, os seus povos contavam 6.000 indivíduos.

(Hibbert Lectures, p. 372.) O deus Nergas (morte) os destruiu.” “Como ele os destruiu?” “Colocando em equilíbrio (ou na balança) aqueles que ainda não existiam” (Siphrah Dzeniouta). Eles foram “destruídos” como uma raça, ao se misturarem com os seus próprios descendentes (por exsudação); o que significa dizer que a raça sem sexo reencarnou (potencialmente) na raça bissexual; esta última nos Andróginos; estes, novamente na parte tardia, sexual, da terceira Raça; (veja mais adiante a explicação). Se as tábuas tivessem sido menos mutiladas, seria descoberto que continham, palavra por palavra, o mesmo relato feito nos registros antigos e em Hermes, pelo menos com

Veja o Gênesis, Cap.

ii, 19. Adão é formado no versículo 7, e o versículo 19 afirma: “A partir do chão o Senhor Deus formou todos os animais do campo, e todos os pássaros do ar; e os trouxe até Adão, para ver com que nomes ele os chamaria.” Assim, o homem foi criado antes dos animais, porque os animais mencionados no capítulo I são os signos do Zodíaco, enquanto o homem, “macho e fêmea”, não é o homem, mas a Hoste de Sefirotes; FORÇAS, ou Anjos, “feitos à sua (de Deus) imagem e com base na sua aparência”. O Adão, homem, não é feito segundo aquela imagem, nem isso é afirmado na Bíblia.

Aliás, o Segundo Adão é esotericamente um setenário que representa sete homens, ou melhor, sete grupos de homens.

Porque o primeiro Adão - o Adão Cadmon - é a síntese dos dez Sefirotes.

Destes, a tríade mais elevada permanece no Mundo Arquetípico como a futura “Trindade”, enquanto os sete Sefirotes inferiores criam o mundo manifestado material, e este septenato é o segundo Adão.

O Gênesis e os mistérios sobre os quais ele foi produzido vieram do Egito.

O “Deus” do primeiro capítulo do Gênesis é o Logos, e o “Senhor Deus” do segundo capítulo representa os Elohim Criativos - os poderes inferiores.

(Nota de H. P. Blavatsky) Assim fala Pimandro: “Este é o mistério que permaneceu até hoje oculto.

A Natureza, mesclando-se com o homem Celestial (Elohim, ou Dhyanis) produziu uma maravilha ….. Sete homens, todos machos e fêmeas (Hermafroditas) ….. de acordo com a natureza dos sete Governantes” (Livro II, v. 29) - ou as sete Hostes dos Pitris ou Elohim, que os projetaram ou criaram.

Isto é muito claro, mas, no entanto, veja as interpretações até mesmo dos nossos teólogos modernos, homens supostamente intelectuais e eruditos! Em “Theological and Philosophical works of Hermes Trismegistus, Christian (?) Neoplatonist”, uma obra compilada por John David Chambers, de Oriel College, Oxford, o tradutor se pergunta: “a quem correspondem estes sete homens?”. E ele resolve esta dificuldade concluindo que “como o padrão original do homem (Adão Cadmon conforme o capítulo I do Gênesis) era masculino- feminino, estes sete devem significar os sucessivos patriarcas mencionados no Gênesis (p. 9) ….. Uma maneira verdadeiramente teológica de cortar o nó górdio.

(Nota de H. P. Blavatsky) relação aos fatos fundamentais, se não nos pequenos detalhes; porque Hermes está em grande parte desfigurado pelas traduções.

Sem dúvida o aparente sobrenaturalismo destes ensinamentos, embora alegórico, é tão diametralmente oposto tanto à letra morta das afirmações da Bíblia 4 quanto às hipóteses mais recentes da ciência, que provocará uma apaixonada oposição.

No entanto, os Ocultistas sabem que as tradições da Filosofia Esotérica devem ser as corretas, simplesmente porque são as mais lógicas, e reconciliam todas as dificuldades.

Além disso, nós temos os “Livros de Thoth” e o “Livro dos Mortos”, egípcios, e os Puranas hindus com os sete Manus, assim como os relatos caldaico-assírios, cujos tijolos mencionam sete homens primitivos, ou Adãos, e o real significado deste nome pode ser determinado através da Cabala.

Aqueles que sabem alguma coisa dos mistérios da Samotrácia 5 também lembrarão que o nome genérico dos Cabiros 6 era “Fogos Divinos”, que criaram, em sete localidades da ilha de Electria (ou Samotrácia) o “Cabiro nascido da Divina Lemnos” (a ilha que era sagrada para Vulcano).

De acordo com Píndaro (Ver “Philosophumena”, edição de Miller, p. 98), este Cabiro, cujo nome era Adamas, foi, nas tradições de Lemnos, o tipo do homem primitivo nascido do seio da Terra.

Ele era o arquétipo dos primeiros machos na ordem da geração, e um dos sete ancestrais ou progenitores próprios da humanidade (ibid., p. 108). Se, ao mesmo tempo que associamos com isto o fato de que a Samotrácia era colonizada pelos fenícios, e antes deles pelos misteriosos pelasgos que vieram do Oriente, lembrarmos, também, da identidade dos deuses dos mistérios dos fenícios, dos caldeus e dos israelitas, será fácil descobrir de onde veio, igualmente, o confuso relato do dilúvio de Noé.

Tornou-se recentemente inegável que os Judeus, tendo obtido as suas primeiras ideias sobre a criação a partir de Moisés, que as obteve dos egípcios, compilaram o seu Gênesis e as suas primeiras tradições cosmogônicas - quando elas foram reescritas por Ezra e outros - a partir do relato Caldaico-Acadiano.

Basta, portanto, examinar as inscrições babilônicas e assírias, cuneiformes e outras, para descobrir também nelas, espalhados aqui e ali, não só o significado original do nome Adão, Admi, ou Adami 7, mas igualmente a criação dos sete Adãos ou raízes dos homens, nascidos da Mãe Terra, fisicamente, e do fogo divino dos progenitores, espiritualmente ou astralmente.

Dificilmente se poderia esperar que os assiriólogos, desconhecendo os ensinamentos esotéricos, dessem mais atenção ao misterioso número sete, que reaparece sempre nos cilindros babilônicos, do que a atenção que eles deram a este número ao encontrá-lo no Gênesis e na Bíblia.

No entanto o número dos espíritos ancestrais e os seus sete grupos de progênie humana estão lá, apesar da situação dilapidada em que estão os fragmentos, e é possível vê-los com tanta clareza como eles

Já que agora se afirma que as tábuas Caldaicas, que fazem a descrição alegórica da Criação, da Queda e do Dilúvio, e até da lenda da Torre de Babel, foram escritas “antes do tempo de Moisés” (veja “Chaldean Account of Genesis”, de G. Smith, p. 86) de que modo se poderia dizer que o Pentateuco é uma “Revelação”? Ele é simplesmente outra versão da mesma história.

(Nota de H. P. Blavatsky) Samotrácia - ilha grega do norte do mar Egeu.

(Nota do Tradutor) Cabiros - “Kabiri” no original em inglês.

Cabiros são gênios ou espíritos benfeitores na mitologia grega.

(Nota do Tradutor) Veja o item “Adão-Adami” na Parte II deste volume II. (Nota de H. P. Blavatsky) estão no “Pimandro” e no “Book of the Concealed Mystery” (Livro do Mistério Oculto) da Cabala.

Neste último, Adão Cadmon é a ÁRVORE Sefirotal, e também a “Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal”. E esta “Árvore”, diz o verso 32, “tem em torno dela sete colunas”, ou palácios, dos sete Anjos criativos que operam nas esferas dos sete planetas em nosso Globo.

Assim como Adão Cadmon é um nome coletivo, do mesmo modo é também o nome do homem Adão.

George Smith diz em sua obra “Chaldean Account of Genesis”:

“A palavra Adão usada nestas lendas para o primeiro ser humano é evidentemente não um nome próprio, mas é usada apenas como um termo para a humanidade.

O termo Adão aparece como um nome próprio no Gênesis, mas certamente em algumas passagens ele é usado apenas no mesmo sentido que a palavra Assíria.” (p. 86)

Além disso, nem o dilúvio caldeu nem o dilúvio bíblico (as histórias de Ziusudra 9 e Noé) são baseados no dilúvio universal, nem mesmo nos dilúvios de Atlântida, registrados na alegoria indiana do Vaivasvata Manu.

Eles são as alegorias exotéricas baseadas nos mistérios esotéricos da Samotrácia.

Se os caldeus mais antigos conheciam a verdade esotérica oculta nas lendas purânicas, as outras nações estavam conscientes apenas do mistério samotrácio, e o alegorizaram.

Eles o adaptaram às suas noções astronômicas e antropológicas, ou melhor, fálicas.

A Samotrácia é conhecida historicamente como tendo sido famosa na antiguidade por um dilúvio, que submergiu o país e chegou ao topo das mais altas montanhas; fato que aconteceu antes da era dos argonautas.

A Samotrácia foi tomada muito subitamente pelas águas do Euxino 10, considerado até aquele momento como um lago.

11 Mas além disso os israelitas tinham outra lenda como base da sua alegoria: o “dilúvio” deles, que transformou o atual Deserto de Gobi num mar pela última vez, cerca de 10 ou 12 mil anos atrás, e que levou um grande número de Noés e suas famílias para as montanhas situadas ao redor.

Como só agora os relatos babilônicos foram restaurados, com base em centenas de milhares de fragmentos quebrados (sendo que só a colina de Kouyunjik ofereceu durante as escavações de Layard mais de vinte mil fragmentos de inscrições), as provas aqui citadas são comparativamente escassas; no entanto, vistas tal como são, elas corroboram os nossos ensinamentos quase todos, e certamente três, pelo menos.

Estes são:

(1) Que a primeira raça a cair na geração foi uma Raça escura (Zalmat Gaguadi), que eles chamam de Adami ou Raça escura, e que a Raça Sarku, a raça clara, permaneceu pura durante muito mais tempo.

Existe uma edição relativamente recente desta obra: “The Chaldean Account of Genesis”, de George Smith, Secret Doctrine Reference Series, Wizards Bookshelf, San Diego, EUA, 1994, 319 páginas.

(Nota do Tradutor) Ziusudra.

No original em inglês Xisuthrus.

Também grafado como Xisouthros em português.

(Nota do Tradutor) Euxino - nome dado pelos gregos antigos ao Mar Negro.

(Nota do Tradutor) Veja Plínio, 4, Cap.

12; Strabo (Estrabão), 10; Heródoto, 7, Cap.

108; Pausânias, 7, Cap.

4., etc.

(Nota de H. P. Blavatsky) “Raça escura e raça clara”. Seria uma grande ingenuidade pensar que esta passagem implica algum sentimento racista.

Os dois mestres de sabedoria que guiaram Helena Blavatsky durante a redação da presente obra são hindus de pele escura e eram vistos como “negros” pelos “brancos” europeus do século 19. Nas Cartas dos Mahatmas, Carta 10, p. 68 do volume I, (2) Que os babilônios reconheciam duas Raças principais no tempo da Queda, sendo que a Raça dos Deuses (os duplos Etéreos dos Pitris) precedeu estas duas.

Esta é a opinião de Sir H. Rawlinson.

Estas “Raças” eram a segunda e a terceira Raça-raiz.

(3) Que estes sete Deuses, cada um dos quais criou um homem, ou grupo de homens, eram “os deuses aprisionados ou encarnados”. Estes deuses eram: o deus Zi; o deus Ziku (vida nobre, Diretor de pureza); o deus Mirku (nobre coroa), “Salvador da morte dos deuses” (mais tarde) aprisionado, e o criador da “Raça escura que suas mãos haviam feito”; o deus Libzu, “sábio entre os deuses”; o deus Nissi ….. e o deus Suhhab; e Hea ou Sa, a síntese deles, o deus da sabedoria e do Profundo 13, identificado com Oannes- Dagon, no tempo da queda, e chamado (coletivamente) de demiurgo, ou Criador.

(Ver “Chaldean Account of Genesis”, p. 82.)

Há duas “Criações”, digamos assim, nos fragmentos babilônicos, e como o Gênesis aderiu a esta ideia, vemos os seus dois primeiros capítulos diferenciados como a criação dos Elohim e a criação de Jeová.

A sua ordem correta, no entanto, não foi preservada nem nestes relatos nem em qualquer outro relato exotérico.

Ora, estas “Criações”, de acordo com os ensinamentos ocultos, se referem respectivamente à formação de sete homens primordiais pelos progenitores (os Pitris, ou Elohim): e à criação dos grupos humanos depois da queda.

À medida que nós avançarmos, tudo isso será examinado à luz da ciência e serão feitas comparações com base nas escrituras de todas as nações antigas, inclusive a Bíblia.

Enquanto isso, antes de nos voltarmos para a Antropogênese das Raças pré-históricas, pode ser útil fazer um acordo sobre os nomes a serem dados aos Continentes em que estas quatro grandes Raças, anteriores à nossa raça Adâmica, nasceram, viveram e morreram.

Os seus nomes arcaicos e esotéricos foram muitos, e variaram conforme o idioma da nacionalidade que os mencionava nos seus registros e nas suas escrituras.

Aquilo que no Vendidade 14, por exemplo é mencionado como Airyanem Vaêgo (ver Bund.

79,12), onde nasceu o Zoroastro original 15, local chamado na literatura purânica

podemos ler estas palavras de um Mahatma: “Poucas pessoas, ou talvez ninguém (…) consentiriam jamais em ter um ‘negro’ como guia ou líder (…). O preconceito racial é intenso, e mesmo na Inglaterra livre somos considerados uma ‘raça inferior’.” Portanto, fica claro que na maior parte dos casos os Mahatmas, Adeptos e grandes Iniciados são “negros” de acordo com o critério do racista “branco” e do intolerante desinformado.

(Nota do Tradutor) “Profundo” - ou Abismo.

No original, “Deep”. A palavra pode ser traduzida das duas maneiras, ou ainda como “oceano cósmico”, e ocorre com frequência na presente obra.

O termo “Profundo” é a tradução literal e direta de “Deep”, e é usável como substantivo em língua portuguesa.

(Nota do Tradutor) “Vendidade” (Vendidad em inglês,) é uma antiga compilação zoroastrista de mitos, orações e práticas religiosas que servem para a defesa contra energias negativas.

O Zoroastrismo é uma religião da antiga Pérsia (atual Irã). (Nota do Tradutor) Com “original” queremos dizer “Amshaspend”, chamado “Zaratustra, o senhor e governante do Vara feito por Yima naquela terra”. Houve vários Zaratustras ou Zertusts, e só o Dabistan enumera treze; mas estes Zaratustras eram todos, reencarnações, do primeiro.

O último Zoroastro foi o fundador do templo do Fogo, de Azareksh, e autor das obras da religião sagrada primitiva dos Magos, destruída por Alexandre.

(Nota de H. P. Blavatsky) de “Sveta-Dwipa”, “Monte Meru”, morada de Vishnu, etc., etc.; e na Doutrina Secreta é mencionado simplesmente como a terra dos “Deuses”, sob os seus chefes, os “Espíritos deste Planeta”.

Portanto, tendo em vista a confusão possível e mesmo provável que pode surgir, consideramos mais conveniente adotar, para cada um dos quatro continentes a serem constantemente mencionados, um nome mais familiar para o leitor culto.

Decidimos, então chamar o primeiro continente, ou melhor, a primeira terra firma na qual a primeira Raça foi produzida pelos progenitores divinos, de -

I. “A Terra Sagrada Imperecível”. As razões para este nome são explicadas da seguinte maneira: Afirma-se que esta “Terra Sagrada” - da qual falaremos mais adiante - nunca teve o mesmo destino que os outros continentes; porque é a única cujo destino é durar desde o começo até o final do Manvântara, passando através de cada Ronda.

É o berço do primeiro homem e a morada do último mortal divino, escolhido como um Sishta para a futura semente de humanidade.

Muito pouco pode ser dito sobre esta terra misteriosa e sagrada, exceto, talvez, usando uma expressão poética de um dos Comentários, que “a estrela polar mantém um olhar vigilante sobre ela, desde a aurora até o final do anoitecer de ‘um dia’ da GRANDE RESPIRAÇÃO”.

II. “HIPERBÓREO” será o nome escolhido para o Segundo Continente, a terra que espalhou os seus promontórios pelo Sul e pelo oeste a partir do Polo Norte para receber a Segunda Raça, e que incluía tudo o que hoje é conhecido como Norte da Ásia.

Este foi o nome dado pelos gregos mais antigos a esta região distante e misteriosa, para a qual, segundo a tradição deles, Apolo, o “Hiperbóreo” viaja todos os anos.

Desde o ponto de vista astronômico, Apolo é naturalmente o Sol, que, abandonando os seus santuários helênicos, gostava de visitar anualmente o seu país distante, onde, dizia-se, o Sol nunca se põe durante metade do ano.

Εγγὺς γὰρ νυκτός τε καὶ ἤματός εἰσι κέλευθοι, diz um verso da Odisseia (X, 86).

Mas desde o ponto de vista histórico, ou melhor, talvez, etnológico e geológico, o significado é diferente.

A terra dos hiperbóreos, o país situado além do Bóreas, o deus de coração gelado das neves e dos furacões, que amava dormir pesadamente na cadeia do Monte Rifeu 17, não era nem um país ideal, como imaginam os especialistas em mitologia, nem tampouco uma terra situada perto da Cítia e do Danúbio.

18 Era um verdadeiro Continente, uma terra real que não tinha inverno naqueles tempos iniciais, e cujos pobres restos não têm mais do que uma noite e um dia durante o ano, mesmo hoje.

As sombras noturnas nunca caem sobre ela, dizem os gregos; porque é a terra dos Deuses, a moradia favorita de Apolo, o deus da luz, e os seus habitantes são os amados sacerdotes e servidores de Apolo.

Isso atualmente pode ser visto como uma ficção apresentada em linguagem poética, mas na época era uma verdade, descrita de forma poética.

Chamado na Índia de “Dia de Brahma”. (Nota de H. P. Blavatsky) “Mount Riphaeus” na edição original de 1888. (Nota do Tradutor) Veja Volcker, “Mythological Geography”, pp. 145 até 170. (Nota de H. P. Blavatsky) III.

Vamos chamar o terceiro Continente de “Lemúria”. O nome é uma invenção, ou uma ideia, do sr. P.L. Sclater, que anunciou, entre 1850 e 1860, com base em uma argumentação zoológica, a real existência em tempos pré-históricos de um Continente que ele descreveu como se estendendo desde Madagáscar até o Ceilão e Sumatra.

Dele faziam parte algumas porções do que é agora África; mas com esta exceção o gigantesco continente que ia desde o Oceano Índico até a Austrália desapareceu inteiramente sob as águas do Pacífico, deixando aqui e ali os topos das suas regiões montanhosas, que hoje são ilhas.

O sr. A. R. Wallace, o naturalista, “estende a Austrália dos períodos terciários até Nova Guiné e as Ilhas Salomão, e talvez até Fiji”; e dos tipos marsupiais da Austrália ele deduz que havia “uma conexão com o Continente do Norte durante o período Secundário”, escreve o sr. C. Gould no livro “Mythical Monsters”, p. 47. O assunto é tratado extensamente em outro lugar.

IV. “Atlântida” é o Quarto Continente.

Seria a primeira terra histórica, se as tradições dos antigos recebessem mais atenção do que receberam até agora.

A famosa ilha de Platão, chamada “Atlântida”, foi apenas um fragmento deste grande Continente.

(Veja o livro “O Budismo Esotérico”, de A.P. Sinnett.)

V. O Quinto Continente era a América; mas, como ela está situada nos Antípodas, são a Europa e a Ásia Menor, quase contemporâneas da América, que os Ocultistas Indo- Arianos geralmente citam como quinto continente.

Se o ensinamento deles seguisse a ordem geológica e geográfica da aparição dos Continentes, esta classificação teria que ser alterada.

Mas como a sequência dos Continentes é feita de uma forma que segue a ordem da evolução das Raças, da primeira até a quinta - a nossa Raça-raiz ariana -, a Europa deve ser chamada de quinto grande Continente.

A Doutrina Secreta não registra ilhas e penínsulas, nem segue a distribuição moderna de terras e mares.

Desde a época dos seus primeiros ensinamentos e da destruição da grande Atlântida, a face da Terra mudou mais de uma vez.

Houve um tempo em que o delta do Egito e o Norte da África pertenciam à Europa, antes que a formação do Estreito de Gibraltar, e um levantamento posterior do continente, alterassem inteiramente o aspecto do mapa da Europa.

A última grande mudança ocorreu cerca de 12.000 anos atrás 20, e foi acompanhada pela

Deve-se destacar, no entanto, que o sr. Wallace não aceita a ideia do sr. Sclater, e mesmo se opõe a ela.

O sr. Sclater supõe a existência de uma terra ou continente que teria anteriormente unido África, Madagáscar, e Índia (mas não Austrália e Índia); e o sr. A.R. Wallace mostra em “Geographical Distribution of Animals” e “Island Life”, de sua autoria, que a hipótese de uma tal ilha não tem qualquer sustentação no plano zoológico.

Mas ele admite que uma proximidade muito maior entre Índia e Austrália realmente existiu, e num tempo tão remoto que era “certamente pré-terciário”, e ele acrescenta numa carta pessoal que “não foi dado nome algum para esta suposta terra”. No entanto a terra existiu de fato, e foi naturalmente anterior ao terciário, porque a “Lemúria” (se aceitarmos este nome para o terceiro Continente) havia perecido antes que Atlântida se desenvolvesse completamente; e a Atlântida mais tarde afundou e as suas principais regiões desapareceram antes do fim do período miocênico.

(Nota de H. P. Blavatsky) Mais uma coincidência - “Agora ficou comprovado que em tempos geológicos recentes, esta região do Norte da África era de fato uma península da Espanha, e a sua unificação com a África propriamente dita foi efetuada no Norte pela ruptura de Gibraltar, e no Sul por um levantamento ao qual o Sahara deve a sua existência.

As praias deste mar anterior do Sahara ainda estão assinaladas pelas conchas dos mesmos gastrópodes que vivem nas margens do Mediterrâneo.” (Prof.

Oscar Schmidt, “Doctrine of Descent and Darwinism”, p. 244.) (Nota de H. P. Blavatsky) submersão da pequena ilha Atlântica de Platão, que ele chama de Atlântida, com base no seu continente de origem.

A Geografia era parte dos mistérios, nos dias de antigamente.

O Zohar afirma (III, fol.

10-a): “Estes segredos (da terra e do mar) eram divulgados aos homens da ciência secreta, mas não aos geógrafos.”

A afirmação de que o homem físico foi originalmente um colossal gigante pré-terciário, e de que ele existiu 18 milhões de anos atrás, deve naturalmente parecer absurda para quem admira os conhecimentos modernos e acredita neles.

Toda a comunidade organizada dos biólogos rejeitará a ideia desta terceira raça Titã da era Secundária, cujos membros eram capazes de enfrentar com sucesso os gigantescos monstros do ar, do mar e da terra daquela época, assim como os seus ancestrais - os protótipos etéreos dos Atlantes - tinham tido pouca necessidade de temer o que não podia atingi-los.

O antropólogo moderno tem o nosso apoio para rir à vontade dos nossos Titãs, assim como ele ri do Adão bíblico, e do mesmo modo que o teólogo ri do ancestral parente dos macacos.

A esta altura os Ocultistas e os seus críticos severos podem sentir que acertaram as contas uns com os outros.

De qualquer modo, as ciências Ocultas têm menos pretensões, e certamente explicam mais do que a Antropologia Darwiniana, e a Teologia Bíblica.

A Cronologia Esotérica tampouco deveria assustar ninguém, porque, em relação a números, as maiores autoridades de hoje são tão instáveis e tão inseguras como as ondas do Mediterrâneo.

Só em relação à duração dos períodos geológicos, os eruditos da Royal Society estão todos irremediavelmente perdidos, e saltam de um milhão para quinhentos milhões de anos com a maior facilidade, conforme veremos mais de uma vez ao longo desta comparação.

Vejamos um exemplo em função do nosso propósito atual - os cálculos do sr. Croll.

Quer seja que, de acordo com esta autoridade, o tempo decorrido desde o começo da era terciária ou período Eoceno é de 2.500.000 anos, segundo as palavras dele citadas por um geólogo norte-americano 21, quer seja que o sr. Croll “admite quinze milhões [de anos] desde o começo do período Eoceno”, conforme citado por um geólogo inglês 22, as duas cifras são coerentes com as afirmações feitas pela Doutrina Secreta.

23 Porque

A. Winchell, Professor de Geologia, “World-life”, p. 369. (Nota de H. P. Blavatsky) Sr. Charles Gould, ex-pesquisador em Geologia da Tasmânia, na obra “Mythical Monsters”, p. 84. (Nota de H. P. Blavatsky) Sir Charles Lyell, a quem se atribui ter tido “a felicidade de inventar os termos Eoceno, Mioceno e Plioceno”, para assinalar as três divisões da era Terciária, deveria realmente ter estabelecido alguma era aproximada para os seus “filhos Mentais”. Tendo, no entanto, deixado a duração destes períodos a cargo da especulação dos especialistas, os resultados daquela feliz ideia são uma enorme confusão e uma grande perplexidade.

Parece ser uma missão impossível citar um conjunto de dados de uma obra, sem correr o risco de vê-los desmentidos pelo mesmo autor num livro anterior, ou num livro posterior.

Sir W. Thomson, um dos indivíduos mais eminentes entre as autoridades modernas, mudou cerca de meia dúzia de vezes a sua opinião sobre a idade do Sol e a data da consolidação da crosta terrestre.

Na obra “Natural Philosophy”, de Thomson e Tait, afirma-se que passaram apenas dez milhões de anos desde a época em que a temperatura permitiu que aparecesse nela a vida vegetal (App.

D e seguintes, e também Transact.

Royal Soc.

Edinb, xxiii, Pt. I, 157, 1862, em que 847 está cancelado.) O sr. Darwin afirma que a estimativa de Sir Thomson é “um mínimo de 98 e um máximo de 200 milhões de anos desde a consolidação da crosta” (ver Ch. Gould). Na mesma obra (“Natural Philosophy”), atribuir, como faz este último, quatro ou cinco milhões ao período entre o começo e o fim da evolução da Quarta Raça-Raiz, nos continentes lemuro-atlantes; um milhão de anos para a Quinta Raça ou Raça Ariana, até o momento atual; e cerca de 850.000 anos desde a submersão da última grande península da grande Atlântida - tudo isso pode ter facilmente ocorrido dentro dos 15 milhões de anos concedidos pelo sr. Croll à Era Terciária.

Mas, cronologicamente falando, a duração do período tem uma importância secundária, já que, afinal, temos alguns cientistas norte-americanos nos quais podemos nos apoiar.

Estes cavalheiros, imperturbáveis diante do fato de que as suas afirmações são chamadas não só de dúbias mas também de absurdas, defendem a tese de que o homem existia já na Era Secundária.

Eles encontraram sinais de pegadas humanas em rochas da Era Secundária; e, além disso, o sr. Quatrefages não encontra qualquer razão científica válida pela qual o homem não poderia ter existido durante a Era Secundária.

As “Eras” e os períodos em geologia são na verdade termos puramente convencionais, porque ainda estão delineados de modo muito precário; e além disso, não há dois geólogos ou naturalistas que concordem quanto às datas indicadas.

Assim, uma larga margem de escolha é oferecida aos Ocultistas pela comunidade dos eruditos.

Devemos considerar que um dos nossos apoiadores é o sr. T. Mellard Reade? Este cavalheiro, num texto sobre “Limestone as an Index of Geological Time”, lido por ele em 1878 na Royal Society, afirma que o tempo mínimo requerido para a formação dos estratos sedimentários e a eliminação da matéria calcária é em números redondos 600 milhões de anos (ver “Proceedings of Royal Society”, Londres, Vol.

XXVIII, p. 281). Ou devemos pedir apoio para a nossa cronologia às obras do sr. Darwin, em que ele exige com base na sua teoria entre 300 e 500 milhões de anos para as transformações orgânicas? Sir C. Lyell e o prof.

Houghton ficaram satisfeitos atribuindo o começo da Era Cambriana respectivamente a 200 e 240 milhões de anos.

Geólogos e zoólogos pedem o tempo máximo, embora o sr. Huxley, em certa ocasião, tenha situado o começo da incrustação da Terra um milhão de anos atrás, sem abrir mão de um só milênio deste total.

Mas para nós o principal ponto não é a concordância ou discordância dos naturalistas quanto à duração dos períodos geológicos, mas sim o perfeito acordo que há entre eles em um ponto - algo assombroso - e o ponto é de grande importância.

Eles todos concordam em dizer que durante a “Era do Mioceno” - esteja ela situada há um milhão de anos ou dez - a Groenlândia 24, e mesmo Spitsbergen 25, remanescentes do nosso

afirma-se que passaram 80 milhões de anos desde o começo da incrustação até o presente estado do mundo.

E na sua palestra mais recente, como mostrado em outra parte, Sir W. Thomson declara (1887) que o Sol não é mais antigo do que 15 milhões de anos! Enquanto isso, baseando os seus argumentos quanto aos limites da antiguidade do calor solar em cifras estabelecidas anteriormente por Sir W. Thomson, o sr. Croll atribui 60 milhões de anos ao tempo passado desde o início do período cambriano.

Isso dá muita esperança aos que amam o conhecimento exato.

Deste modo, sejam quais forem as cifras indicadas pela Ciência Oculta, elas serão seguramente corroboradas pelas afirmações de alguns dos cientistas modernos vistos como autoridades.

(Nota de H. P. Blavatsky) Groenlândia (português brasileiro), ou Gronelândia (português europeu), também conhecida como Groelândia.

No original em inglês, Greenland.

(Nota do Tradutor) Spitsbergen: em inglês, Spitzbergen.

A maior ilha do arquipélago ártico de Svalbard.

Pertence à Noruega.

(Nota do Tradutor) Segundo Continente ou Continente Hiperbóreo, “tinham quase um clima tropical”. Ora, os gregos pré-homéricos haviam preservado uma tradição vívida sobre esta “Terra do Sol Eterno”, para a qual o seu Apolo viajava todos os anos.

A Ciência afirma que “durante a Era do Mioceno, a Groenlândia (a 70 graus da Latitude Norte) desenvolveu uma abundância de árvores, entre elas o Teixo, o Pau-Brasil, a Sequoia, combinadas com as espécies californianas, a Faia, o Plátano, o Salgueiro, o Carvalho, o Álamo, a Nogueira, assim como a Magnólia e uma Zamia”; em resumo, a Groenlândia tinha plantas do hemisfério Sul e desconhecidas nas regiões do Norte.

E agora surge uma questão natural.

Se na época de Homero os gregos sabiam de uma terra Hiperbórea, isto é, uma terra abençoada além do alcance de Bóreas, o deus do inverno e do furacão, uma região ideal que os gregos posteriores e os seus clássicos tentaram em vão localizar procurando por ela além da Cítia, um país em que as noites eram curtas e os dias eram longos, e além daquela terra um país em que o Sol nunca se punha e as palmeiras cresciam livremente - se eles sabiam de tudo isso, quem contou estas coisas a eles? Na época deles, e durante eras antes deles, a Groenlândia deve certamente ter estado coberta de neve perpétua, com gelo permanente, assim como é agora.

Tudo tende a mostrar que a terra das noites curtas e dias longos era a Noruega ou a Escandinávia, além da qual estava a terra abençoada da luz e do verão eternos; e para saber disso, essa tradição dos gregos deve ter chegado a eles desde um povo mais antigo que eles, um povo que estivesse familiarizado com aqueles detalhes climáticos dos quais os próprios gregos não podiam saber nada.

Mesmo em nossos dias, a ciência pensa que pode existir, além dos mares Polares e no próprio círculo do polo Ártico, um mar que nunca se congela e um continente que é sempre verde.

Os ensinamentos arcaicos - e também os Puranas, para quem entende as alegorias destes últimos - contêm as mesmas afirmações.

Resta, então, para nós, a forte probabilidade de que um povo, agora desconhecido pela História, tenha vivido durante o período Mioceno da ciência moderna, em uma época em que a Groenlândia era uma terra quase tropical.

NOTA.

O leitor deve ter presente o fato de que a primeira seção deste volume dois e as seções que lhe seguem não são estritamente consecutivas em termos de tempo.

Na primeira seção, são dadas as Estâncias que formam a estrutura básica da exposição, e alguns pontos importantes são comentados e explicados.

Nas seções seguintes são reunidos vários detalhes adicionais, e tentamos fazer uma explanação mais completa do assunto.

--- Volume II – Parte I

Antropogênese Estâncias Traduzidas com Comentários

DO

LIVRO SECRETO DE DZYAN. “ Em tempos primitivos, uma virgem, A Bela Filha do Éter, Passou durante eras a sua existência Na grande extensão do Céu, ……………………………………….. Por setecentos anos ela peregrinou, Por setecentos anos ela trabalhou, Antes que o seu primogênito nascesse.

……………………………………….. Antes que uma bela pata, descendo, Se dirigisse apressada à água-mãe.

……………………………………….. Com leveza ela se apoia no joelho, Procurando local adequado para o ninho Para pôr seus ovos em segurança E coloca os ovos no interior, à vontade, Seis, os ovos de ouro que ela coloca, Depois um Sétimo, um ovo de ferro…”

(Kalevala, Runa I.) DOZE ESTÂNCIAS DO LIVRO DE DZYAN: (Volte para o Sumário)

A ANTROPOGÊNESE NO VOLUME SECRETO (Trechos Transcritos Literalmente)

I 1.O Lha que faz girar o quarto é servidor do Lha dos Sete, eles fazem a volta guiando suas carruagens ao redor do seu Senhor, o Olho Único.

Seu alento deu vida aos Sete; deu vida ao primeiro.

2.A Terra disse: - “Senhor da Face Brilhante; minha casa está vazia……. envia teus filhos para povoar esta roda.

Tu mandaste teus sete filhos para o Senhor da Sabedoria.

Ele te vê sete vezes mais perto de si, te sente sete vezes mais.

Proibiste aos teus servidores, os pequenos anéis, de pegarem tua luz e teu calor e de interceptarem a tua grande generosidade ao passar.

Envia-os agora à tua serva.”

3.O “Senhor da Face Brilhante” disse: “Eu te enviarei um fogo quando teu trabalho tiver começado.

Ergue tua voz até outros Lokas; pede a teu pai, o Senhor do Lótus, pelos filhos dele …… A tua gente estará sob a direção dos Pais.

Os teus homens serão mortais.

Os homens dos Senhores da Sabedoria são imortais, os Filhos Lunares, não.

Pára de reclamar.

Tuas sete peles ainda estão sobre ti …… Tu não estás pronta.

Teus homens não estão prontos.”

4.Depois de grandes sofrimentos ela desembaraçou-se de suas três peles velhas e vestiu suas sete novas peles, e permaneceu na sua primeira.

II 5.A roda girou durante mais 300 milhões.

Ela construiu rupas: pedras suaves que endureceram; plantas duras que se tornaram suaves.

O visível do invisível, insetos e vidas pequenas.

Ela os sacudia do seu dorso sempre que eles devastavam a mãe.

…… Depois de 300 milhões ela se tornou redonda.

Ela se inclina sobre as suas costas, de lado …….. Ela não queria chamar nenhum filho do Céu, não solicitava nenhum filho da Sabedoria.

Ela criava do seu próprio seio.

Ela produziu homens-aquáticos, terríveis e maus.

Apresentamos aqui apenas 49, entre centenas de Slokas.

Nem todos os versos são traduzidos literalmente.

Às vezes, empregamos uma perífrase para que o texto seja claro e compreensível, em passagens em que uma tradução literal seria completamente ininteligível.

(Nota de H. P. Blavatsky) 6.Ela própria criou os homens-aquáticos terríveis e maus a partir dos restos de outros, formou-os com a escória e o lodo dos seus primeiros, segundos e terceiros.

Os Dhyanis vieram e olharam - Os Dhyanis vieram do claro Pai-Mãe, das regiões brancas, da moradia dos mortais imortais.

7.Eles ficaram descontentes.

Nossa carne não está lá. Não há rupas adequados para nossos irmãos da quinta.

Não há moradias para as vidas.

Eles devem beber águas puras, e não turvas.

Vamos secá-las.

8.As chamas vieram.

Os fogos com as centelhas; os fogos da noite e os fogos do dia.

Eles secaram as águas turvas e escuras.

Com seu calor as extinguiram.

Vieram os Lhas do Alto e os Lhamayin de Abaixo.

Eles mataram as formas que tinham duas e quatro faces.

Lutaram contra os homens-cabra, contra os homens com cabeça de cachorro e contra os homens com corpo de peixe.

9.A mãe-água, o grande mar, chorou.

Ela ergueu-se e desapareceu na lua que a havia elevado, que lhe havia dado nascimento.

10.Quando eles foram destruídos, a Mãe-terra ficou sem nada.

Ela pediu para ser secada.

III 11.O Senhor dos Senhores veio.

Ele separou do corpo dela as águas, e aquilo foi o Céu acima, o primeiro Céu.

12.Os grandes Chohans chamaram os Senhores da Lua, dos corpos aéreos.

“Produzam homens, homens da sua natureza, deem a eles as suas formas internas.

Ela construirá a cobertura por fora.

Eles serão masculino-femininos.

Também Senhores da Chama ……...”

13.Cada um deles foi para o território que lhe foi destinado; eram sete, cada um na sua área.

Os Senhores da Chama permaneceram atrás.

Eles não queriam vir, não queriam criar.

IV 14.As Sete Hostes, os “Senhores Nascidos-pela-Vontade”, movidos pelo Espírito da Doação de Vida, separaram os homens de si, cada um na sua própria região.

15.Nasceram sete vezes sete Sombras de homens futuros, cada homem com sua cor e seu tipo.

Cada um inferior a seu pai.

Os pais, os sem ossos, não podiam dar vida a seres dotados de ossos.

Seus descendentes eram Bhuta, sem forma e sem mente.

Por isso eram chamados de Chhaya.

16.Como nascem os Manushya? Os Manus com mentes, como são feitos? Os pais chamaram, para ajudá-los, o seu próprio fogo, que é o fogo que queima na Terra.

O Espírito da Terra chamou em sua ajuda o Fogo Solar.

Com seus esforços conjuntos, estes três produziram um bom Rupa.

Ele podia ficar em pé, caminhar, correr, reclinar- se, ou voar.

Porém ele ainda era um Chhaya, uma sombra destituída de sentidos……...

17.O Alento precisava de uma forma; os Pais a deram.

O Alento precisava de um corpo denso; a Terra o moldou.

O Alento necessitava do Espírito da Vida; os Lhas Solares o colocaram, com sua respiração, na sua forma.

O Alento necessitava um Espelho do seu Corpo; “Nós demos a ele o nosso próprio”, disseram os Dhyanis.

O Alento necessitava um Veículo de Desejos; “Ele o tem”, disse o Drenador das Águas.

Mas o Alento necessita de uma mente capaz de abarcar o Universo; “Não podemos dar isso”, disseram os Pais.

“Nunca tive isso”, disse o Espírito da Terra.

“A Forma seria destruída se eu lhe desse a minha”, disse o Grande Fogo…….. O homem permaneceu sendo um Bhuta, vazio e sem sentidos…… Assim os sem-ossos deram vida a aqueles que se tornaram homens com ossos na terceira.

V 18.Os primeiros eram os filhos da Ioga.

Seus filhos, os filhos do Pai Amarelo e da Mãe Branca.

19.A Segunda Raça foi produto da gemação 27 e da expansão, a assexuada que surgiu da sem-sexo.

28 Assim, ó Lanu, surgiu a Segunda Raça.

20.Seus pais eram Autonascidos.

Os Autonascidos, os Chhayas surgidos dos corpos luminosos dos Senhores, os Pais, os Filhos do Crepúsculo.

21.Quando a Raça envelheceu, as águas antigas misturaram-se com as mais recentes.

Quando suas gotas ficaram turvas, elas se desfizeram e desapareceram na nova corrente, a corrente quente da vida.

O externo da primeira tornou-se o interno da segunda.

A velha Asa tornou-se a nova Sombra, e a Sombra da Asa.

VI 22.Então a segunda produziu os nascidos-de-Ovos, a Terceira.

O suor cresceu, suas gotas cresceram, se tornaram firmes e redondas.

O Sol o aqueceu; a Lua o esfriou e lhe deu forma; o vento o alimentou até o seu amadurecimento.

O cisne branco do firmamento estrelado protegia a grande gota.

O ovo da raça futura, o Homem-cisne da terceira posterior.

Primeiro, masculino-feminino, depois homem e mulher.

23.Os Autonascidos eram os Chhayas: as sombras surgidas dos corpos dos Filhos do Crepúsculo.

Gemação (“Budding” no original em inglês): Tipo de reprodução assexuada que ocorre em certos organismos e que se dá pelo surgimento de uma massa celular protuberante, que cresce e se diferencia, dando origem a um novo indivíduo.

Sinônimo: brotamento.

(Ver dicionário “Novo Aurélio da Língua Portuguesa”, edição 1999.) (Nota do Tradutor) Aqui são dados o espírito e a ideia da frase, já que uma tradução verbal significaria muito pouco para o leitor.

(Nota de H. P. Blavatsky) VII 24.Os Filhos da Sabedoria, os Filhos da Noite, prontos para o renascimento, desceram.

Viram as formas vis da Primeira Terceira.

“Podemos escolher”, disseram os Senhores, “temos sabedoria”. Alguns entraram nos Chhayas.

Alguns projetaram a centelha.

Alguns postergaram até a Quarta.

Com o seu próprio Rupa encheram Kama.

Aqueles que entraram se tornaram Arhats.

Aqueles que só receberam uma centelha permaneceram destituídos de conhecimento; a centelha queimava com pouca força.

A terceira permaneceu sem mente.

Os Jivas deles não estavam preparados.

Estes foram colocados à parte entre os sete.

Eles passaram a ter cabeças-estreitas.

Os terceiros estavam prontos.

“Vamos habitar estes”, disseram os Senhores da Chama.

25.Como agiram os Manâsa, os Filhos da Sabedoria? Eles rejeitaram os Autonascidos.

Eles não estão prontos.

Eles rejeitaram os nascidos-por-Suor.

Eles não estão bem prontos.

Eles não queriam entrar nos primeiros nascidos-de-Ovos.

26.Quando os nascidos-por-Suor produziram os nascidos-de-Ovos, os duplos e os poderosos, os poderosos com ossos, os Senhores da Sabedoria disseram: “Agora nós vamos criar.”

27.A Terceira Raça se tornou o Vahan 29 dos Senhores da Sabedoria.

Ela criou os “Filhos da Vontade e da Ioga”, criou-os por Kriyashakti, eles, os Pais Sagrados, os ancestrais dos Arhats.

VIII 28.Das gotas de suor, do resíduo da substância, da matéria procedente dos cadáveres dos homens e dos animais da roda anterior, e do pó jogado fora, foram produzidos os primeiros animais.

29.Animais com ossos, dragões do abismo e Sarpas 30 voadoras foram acrescentados aos seres que rastejam.

Os que rastejam pelo solo obtiveram asas.

Os aquáticos de pescoço longo foram os ancestrais das aves do ar.

30.Durante a Terceira Raça, os animais sem ossos cresceram e mudaram: eles se tornaram animais com ossos, os seus Chhayas se tornaram sólidos.

31.Os animais foram os primeiros a se separarem.

Eles começaram a procriar.

Também o homem duplo se separou.

Ele disse: “Façamos como eles; unamo-nos e procriemos.” E assim fizeram.

32.E aqueles que não tinham centelha tomaram para si enormes fêmeas animais.

Geraram raças mudas.

Eles próprios eram mudos.

Mas as suas línguas se soltaram.

As Vahan.

Do sânscrito: veículo, instrumento, aquilo que transporta algo imaterial.

(Nota do Tradutor) Sarpas: Do sânscrito, serpentes.

(Nota do Tradutor) línguas da sua prole permaneceram mudas.

Procriaram monstros.

Uma raça de monstros encurvados, cobertos de cabelos vermelhos, andando em quatro patas.

Uma raça muda para que a vergonha não fosse narrada.

IX 33.Ao verem isso, os Lhas, que não tinham construído os homens, choraram, dizendo:

34.“Os Amanasas degradaram nossas habitações futuras.

Isto é Carma.

Usemos as outras habitações.

Devemos ensinar-lhes melhor, para evitar que ocorra o pior.” Eles fizeram……

35.Então todos os homens foram dotados de Manas.

Eles viram o pecado dos que não tinham mente.

36.A Quarta Raça desenvolveu a fala.

37.O Um se converteu em Dois; também todos os seres vivos e rastejantes que ainda eram uma unidade; peixes-pássaros gigantescos e serpentes de cabeças com carapaças.

X 38.Assim, de dois em dois, nas sete regiões, a Terceira Raça deu nascimento aos homens da Quarta Raça; os deuses se converteram em não-deuses; os suras se tornaram a-suras.

39.A primeira, em todas as regiões, tinha a cor da lua; a segunda era amarela como ouro; a terceira, vermelha; a quarta, castanha, que se tornou preta pelo pecado.

As primeiras sete ramificações humanas eram todas da mesma cor.

As sete ramificações seguintes começaram a misturar-se.

40.Assim a Quarta chegou a ser alta devido ao orgulho.

Disseram: “Nós somos os reis, nós somos os deuses.”

41.Tomaram esposas lindas ao olhar.

Esposas vindas dos que não tinham mentes, os de cabeça estreita.

Criaram monstros.

Demônios maldosos, masculinos e femininos, também Khado (Dakini), de mentes pequenas.

42.Construíram templos para o corpo humano.

Adoraram o masculino e o feminino.

Então o Terceiro Olho deixou de funcionar.

XI 43.Eles construíram cidades enormes.

Construíram com terras e metais raros, e com base nos fogos expelidos, na pedra branca das montanhas e na pedra negra, eles talharam suas próprias imagens, conforme seu tamanho e semelhança, e as adoraram.

Suras: Do sânscrito, Deuses.

A-suras: não-deuses.

(Nota do Tradutor) 44.Construíram grandes imagens com altura de nove yatis 32, o tamanho dos seus corpos.

Fogos internos haviam destruído a terra dos seus pais.

A água ameaçava a quarta.

45.Vieram as primeiras grandes águas.

Submergiram as sete grandes ilhas.

46.Todos os Sagrados foram salvos, os Não-sagrados, destruídos.

Com eles, a maior parte dos animais gigantescos, produzidos do suor da terra.

XII 47.Poucos homens permaneceram: alguns amarelos, alguns castanhos e pretos, e alguns vermelhos permaneceram.

Os de cor da lua desapareceram para sempre.

48.A quinta, produzida da estirpe Sagrada, permaneceu; ela foi governada pelos primeiros Reis divinos.

49……… Quem voltou a descer, quem estabeleceu a paz com a quinta, quem a ensinou e a instruiu.

……..

Yati: Do sânscrito, medida equivalente a três metros.

A Quarta Raça era a raça dos gigantes humanos.

(Nota do Tradutor) Estância I

Os Começos da Vida Sensível (Volte para o Sumário)

(1) O LHA, ou Espírito da Terra.

(2) Invocação da Terra ao Sol.

(3) O que o Sol responde.

(4) A transformação da Terra.

-----------------

1. O Lha (a) que faz girar o quarto (Globo, a nossa Terra) é servidor do (dos) Lha (ou Lhas) dos Sete (os espíritos Planetários) (b), eles fazem a volta guiando suas carruagens ao redor do seu Senhor, o Olho Único (Loka-Chakshub) do nosso mundo.

Seu alento dá vida aos Sete 34 (dá luz aos planetas). Ele deu vida ao Primeiro (c). “Todos eles são Dragões de Sabedoria”, acrescenta o Comentário (d).

(a) Lha é a palavra antiga, nas regiões que estão além dos Himalaias, para “Espírito”, qualquer Ser celestial ou sobre-humano, e isso inclui toda a série de hierarquias celestiais, desde os Arcanjos, ou Dhyanis, até um anjo da escuridão, ou Espírito terrestre.

(b) Esta expressão mostra em linguagem clara que o Espírito-Guardião do nosso globo, que é o quarto na cadeia, está subordinado ao Espírito chefe (ou Deus) dos Sete Gênios

Todas as palavras e frases colocadas entre parênteses ou entre colchetes nas Estâncias e nos Comentários são da autora.

Em alguns lugares os textos podem estar incompletos e até mesmo inadequados desde o ponto de vista Hindu, mas, para o significado que eles têm no esoterismo de além dos Himalaias, eles estão corretos.

Por outro lado, a autora assume responsabilidade por quaisquer erros.

A autora jamais alegou ser infalível no plano pessoal, e o que é transmitido com base na sua própria autoridade pode deixar muito a desejar, nos trechos de difícil compreensão em que a metafísica é demasiado profunda.

O ensinamento é transmitido tal como ele é compreendido; e como existem sete chaves de interpretação para cada símbolo e alegoria, aquilo que pode não adequar-se a um significado, digamos, desde o ponto de vista psicológico ou astronômico, será reconhecido como correto desde o ponto de vista físico ou metafísico.

(Nota de H. P. Blavatsky) Estamos vendo aqui uma transcrição da Estância I com algumas inserções entre parênteses, para fins de comentários que virão a seguir.

No entanto, cabe alertar para o fato de que esta transcrição não é sempre literal.

Há algumas diferenças sutis aqui e ali entre a primeira versão da estância e a sua “transcrição para fins de comentários”. O mesmo tipo de “transcrição flexível” ocorre no primeiro volume da DS. Sob a direção dos Mestres de Sabedoria, H.P. Blavatsky está traduzindo as Estâncias desde o Senzar, o idioma ideográfico e multidimensional dos Iniciados.

Não há portanto a possibilidade de fixar-se a uma letra-morta literal, cujos significados estejam sempre imóveis.

O texto é relativamente caleidoscópico.

Os parágrafos têm vida, no sentido de que só podem ser entendidos numa leitura vivencial.

O estudante deve acolher com boa vontade o sentimento de “absoluta perplexidade”, porque, havendo persistência, a perplexidade abre caminho gradualmente para um novo nível de compreensão.

(Nota do Tradutor) ou Espíritos Planetários.

Conforme já foi explicado, os antigos tinham, no seu Kyriel de deuses, sete principais Deuses-Mistérios, cujo chefe era, exotericamente, o Sol visível, ou o oitavo Logos e, esotericamente, o Segundo Logos, o Demiurgo.

Os sete (que agora se transformaram nos “Sete Olhos do Senhor” na religião cristã) eram os regentes dos sete principais planetas; mas eles não são reconhecidos de acordo com a enumeração concebida mais tarde por povos que haviam esquecido os reais Mistérios, ou tinham uma noção inadequada deles, e não incluíam nem o Sol, nem a Lua, nem a Terra.

O Sol era o chefe, exotericamente, dos doze grandes deuses, ou constelações zodiacais; e, esotericamente, era o Messias, o Christos (o sujeito ungido pela Grande RESPIRAÇÃO, ou o UNO), rodeado por seus doze poderes subordinados, que também estão subordinados a cada um dos sete “Deuses-Mistérios” dos planetas.

“Os sete mais elevados fazem os Sete Lhas criarem o mundo”, afirma um Comentário; o que significa que a nossa Terra, deixando o resto de lado, foi criada ou formada por espíritos terrestres, e os “Regentes” são apenas os supervisores.

Este é o primeiro germe, a semente daquilo que mais tarde cresceu e se transformou na Árvore da Astrologia e Astrolatria.

Os Mais Elevados eram os Cosmocratores, os construtores do nosso sistema solar.

Isto é confirmado por todas as Cosmogonias antigas: a de Hermes, a dos Caldeus, a dos Arianos, a dos Egípcios, e até mesmo a dos Judeus.

O Cinturão do Céu, os signos do Zodíaco (os animais Sagrados) são tanto os Bne’ Alhim (Filhos dos Deuses ou dos Elohim) quanto os Espíritos da Terra; mas são anteriores.

Soma e Sin, Ísis e Diana, são todos deuses ou deusas lunares, e são chamados de pais e mães da nossa Terra, que está subordinada a eles.

Mas eles, por sua vez, estão subordinados aos seus “Pais” e “Mães” - estes últimos intercambiáveis e variando de acordo com cada nação - os deuses e seus planetas, tais como Júpiter, Saturno, Bel, Brihaspati, etc.

(c) “Sua respiração deu vida aos sete” se refere tanto ao Sol, que dá vida aos Planetas, quanto a “O Elevado”, o Sol Espiritual, que dá vida a todo o Cosmos.

As chaves astronômicas e astrológicas do portão que leva aos mistérios da Teogonia podem ser encontradas apenas nos glossários - mais recentes - que acompanham as Estâncias.

Nos Slokas apocalípticos dos Arquivos Arcaicos, a linguagem é tão simbólica quanto nos Puranas, ainda que menos mitológica.

Sem a ajuda dos comentários mais recentes, compilados por gerações de adeptos, seria impossível entender corretamente o significado deles.

Nas Cosmogonias antigas, os mundos visíveis e invisíveis são as ligações duplas da mesma cadeia.

Assim como o Logos invisível, com as suas sete hierarquias (representadas ou personificadas cada uma pelo seu anjo ou reitor principal) forma um PODER, interior e invisível, assim também, no mundo das Formas, o Sol e os sete principais Planetas constituem a potência visível e ativa; esta última “Hierarquia” é, digamos assim, o Logos visível e objetivo dos anjos sempre-subjetivos (exceto nos seus graus inferiores).

Deste modo - para antecipar um pouco e como forma de ilustração - afirma-se que cada Raça, em sua evolução, nasce sob a influência direta de um dos Planetas; sendo que a primeira Raça recebe o seu alento vital do Sol, como será visto mais tarde; por outro lado, afirma-se que a terceira humanidade - cujos membros caíram no processo de geração, e deixando de ser andróginos passaram a ser entidades separadas, macho e fêmea - está sob a influência direta de Vênus, “o pequeno Sol no qual o orbe solar guarda a sua luz”. O conjunto das Estâncias do volume I mostrou a gênese 35 de Deuses e homens como algo que ocorre em, e a partir de, um único e mesmo Ponto, que é a UNIDADE Única e Universal, Imutável, Eterna e Absoluta.

No seu aspecto manifestado primário nós vimos esta UNIDADE transformar-se: (1) Na esfera da objetividade e da Física, em Substância Primordial e Força (centrípeta e centrífuga, positiva e negativa, masculina e feminina, etc., etc.); (2) No mundo da Metafísica, no ESPÍRITO DO UNIVERSO, ou Ideação Cósmica, chamada por alguns de LOGOS.

Este LOGOS é o ápice do triângulo Pitagórico.

Quando o triângulo está completo ele se torna o Tetraktis, ou o Triângulo no Quadrado, e é o símbolo dual do Tetragrammaton de quatro letras no Cosmos manifestado, e do seu RAIO radical tríplice no imanifestado, ou seu númeno.

Desde um ponto de vista mais metafísico, a classificação dada aqui dos Fundamentos Cósmicos 36 é mais uma questão de conveniência do que de absoluta exatidão filosófica.

No começo de um grande manvântara, Parabrahm se manifesta como Mulaprakriti e depois como o Logos.

Este Logos é equivalente à “Mente Universal Inconsciente”, etc., dos panteístas ocidentais.

Ele constitui a Base do lado-SUJEITO do Ser manifestado, e é a fonte de todas as manifestações de consciência individual.

Mulaprakriti, ou Substância Cósmica Primordial, é o alicerce do lado-OBJETO das coisas - a base de toda a evolução objetiva e da Comogênese.

A Força, portanto, não surge junto com a Substância Primordial a partir da Latência Parabrahmânica.

A Força é a transformação em energia do pensamento supraconsciente do Logos, transmitido, digamos assim, na objetificação deste último a partir da latência potencial da Realidade Una.

Disso surgem as maravilhosas leis da matéria: esta é a origem da “impressão primordial” tão inutilmente discutida pelo Bispo Temple 37. Assim, Força não é sincrônica com a primeira objetificação de Mulaprakriti.

Mas como, considerado sem a objetificação, Mulaprakriti é absolutamente e necessariamente inerte - uma mera abstração - não é necessário tecer uma teia demasiado espessa de sutilezas relativas à ordem de sucessão dos Fundamentos Cósmicos.

A Força sucede Mulaprakriti; mas, destituído de Força, Mulaprakriti é para todos os efeitos e propósitos práticos algo não-existente.

O “Homem-Celeste” (Tetragrammaton), que é o Protogonos, Tikkoun, o primogênito da divindade passiva e da primeira manifestação da sombra daquela divindade, é a ideia universal e a forma universal, que engendra o Logos manifestado, Adão Cadmon, ou, na Cabala, o símbolo de quatro letras do próprio universo, também chamado de segundo Logos.

O segundo surge do primeiro e desenvolve o terceiro triângulo (veja a Árvore

Segundo a erudita definição do dr. A. Wilder, Gênese, γένεσις , não é geração, mas “um aparecimento do eterno no Cosmos e no Tempo”: “uma transição de esse para existere”, ou, como diria um teosofista, “desde a EXISTENCIALIDADE para o ‘ser’.” (Nota de H. P. Blavatsky) No original, Cosmic Ultimates.

Literalmente, “elementos ou fatores últimos (definitivos, primordiais, fundamentais) do cosmos”. (Nota do Tradutor) Frederick Temple, nascido em 1821, arcebispo de Canterbury.

(Nota do Tradutor) Para uma explicação mais clara das origens segundo o esoterismo do Bhagavad Gita, veja as Notas sobre esta obra publicadas em “The Theosophist”, Índia, nas edições de fevereiro, março e junho de 1887. (Nota de H. P. Blavatsky) Sefirotal); do último deles (a hoste inferior de Anjos) os HOMENS são gerados.

É este terceiro aspecto que vamos examinar agora.

(…) (…) (…)

( A tradução prosseguirá )

Este ponto do texto corresponde à metade superior da p. 25 do volume II da edição original em inglês.

Clique para chegar à Abertura da obra.

Veja ali os links das diferentes partes do que já foi traduzido de “A Doutrina Secreta”:

https://www.filosofiaesoterica.com/a-doutrina-secreta/

Sobre o mistério do despertar individual para a sabedoria do universo, leia a edição luso-brasileira de “Luz no Caminho”, de M. C.

Com tradução, prólogo e notas de Carlos Cardoso Aveline, a obra tem sete capítulos, 85 páginas, e foi publicada em 2014 por “The Aquarian Theosophist”.

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THE SECRET DOCTRINE: THE SYNTHESIS OF SCIENCE, RELIGION, AND PHILOSOPHY.

by H. P. BLAVATSKY, Author of "ISIS UNVEILED."

"There is no Religion higher than Truth."

VOL.

II. — ANTHROPOGENESIS.

3523 KB VOL.

I — COSMOGENESIS

—SCANNED AND EDITED FROM — A FACSIMILE OF THE ORIGINAL EDITION OF THE THEOSOPHY COMPANY LOS ANGELES CALIF.

This electronic version of The Secret Doctrine follows the pagination and style of the A FACSIMILE OF THE ORIGINAL EDITION OF 1888 except for the foot notes, instead of breaking up the foot-notes, that are continued on other pages, do to lack of space, on the pages printed in paper books, we placed all the information for each foot-note together on the page of its' origin.

— Editor Theosophy Co. of Arizona

London: THE THEOSOPHICAL PUBLISHING COMPANY, LIMITED.

7, Duke Street, Adelphi, W.C. WILLIAM Q. JUDGE, 117, Nassau Street, New York.

THE MANAGER OF THE THEOSOPHIST.

Adyar, Madras.

— 1888.

"Entered according to Act of Congress in the year 1888, by H. P. Blavatsky, in the Office of the Librarian of Congress at Washington, D.C."

This Work I Dedicate to all True Theosophists, In every Country, And of every Race, For they called it forth, and for them it was recorded.

TABLE OF CONTENTS.

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VOLUME SECOND.

PRELIMINARY NOTES.

On the Archaic Stanzas, and the Four Prehistoric Continents ... The Imperishable Sacred Land ... The Hyperborean ... Lemuria ... Atlantis ... The Tropics at the Pole ...

BOOK II — PART I. ANTHROPOGENESIS.

STANZAS FROM THE BOOK OF DZYAN . . .

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THE BEGINNINGS OF SENTIENT LIVE ...

Man, the Third Logos ... The Celestial Governors of Humanity ... Parent Stars and Sister Planets ... Three Kinds of Light ... The Numbers of Creation ... The First War in Heaven ...

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TWO ANTEDILUVIAN ASTRONOMERS ...

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STANZA II. — NATURE UNAIDED FAILS ... The Monsters of Chaos ... The "Double Dragon" ... Who are the Flames? ...

viii

THE CHRONOLOGY OF THE BRAHMINS ...

The Race that never dies ... Cosmogony, an intelligent plan ...

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STANZA III.

— ATTEMPTS TO CREATE MAN ...

The various classes of Creators ... Man, a god in animal form ... "Fires," "Sparks," and "Flames" ...

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STANZA IV. — CREATION OF THE FIRST RACES ...

Pitris of the Gods and Demons ... What Prometheus symbolized ... The Hammer of Thor ... The Divine Rebels ... Man's Father, the Sun ...

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STANZA V.— THE EVOLUTION OF THE SECOND RACE ...

The Secret Work of Chiram ... The outgrowth of Races ... Leda, Castor, and Pollux ... Jah-Hovah Androgynous ... The Jewish God-name ...

—————

STANZA VI. — THE EVOLUTION OF THE SWEAT-BORN ...

Bi-sexual reproduction ... The Virgin Third Race ... A Few Words about Deluges and Noahs ... Various Deluges ... The Arkite Symbols ... Could Men Exist 18,000,000 Years ago? ... Spontaneous Generation ... The Solar System in the Puranas ... Oceans of Carbonic Acid? ...

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STANZA VII.

— FROM THE SEMI-DIVINE DOWN TO THE FIRST HUMAN RACES ... Monads and Rounds ... A Suggestive Explanation ...

ix

A Saint — Hypnotised ... Sweat-born and Androgynes ...

—————

STANZA VIII.— EVOLUTION OF THE ANIMAL MAMMALIANS — THE FIRST ...

Archaic Zoology ... The Sin of the Mindless Men ...

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WHAT MAY BE THE OBJECTIONS TO THE FOREGOING ...

—————

STANZA IX. — THE FINAL EVOLUTION OF MAN ...

The Hairy Men of China ... The Separation of Sexes ... Primeval Language ...

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EDENS, SERPENTS AND DRAGONS ...

The Garden of Eden a College ... Flying Camels ... Two Schools of Magic ... The Flying Dragons ...

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THE SONS OF GOD AND THE SACRED ISLAND ...

The Magicians of Atlantis ...

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STANZA X.— THE HISTORY OF THE FOURTH RACE ...

The Mysteries among the Mayas ... Satanic Myths ... Mahasura and Satan ... Man, the pale shadow of God ... The curse of Vasishta ...

—————

ARCHAIC TEACHINGS IN THE PURANAS AND GENESIS ...

From wo rm to man ... Identity of Human and Animal embryos ...

—————

A PANORAMIC VIEW OF THE EARLY RACES ...

The Natural "Fall" ... The Symbolism of Kronos ...

x

STANZA X. — Continued ...

The Golden Age ... No Devils outside Humanity ...

—————

ARE GIANTS A FICTION? ... The Seven Virgin Youths ... The Tibetan Lilith ... The Races of Men not all Human ...

—————

THE RACES WITH THE "THIRD EYE" ...

Occult Physiology ... The Evolution of the Eye ... The Third Eye is now a Gland ...

—————

THE PRIMEVAL MANUS OF HUMANITY ...

The Four Earlier Races ... The Esoteric Meaning of " /Fish" ...

—————

STANZA XI. — THE CIVILIZATION AND DESTRUCTION OF THE FOURTH AND FIFTH RACES ...

Degeneration of Mankind ... Atlantis now Ocean Floor ... Changes of Climate ... How to Read Symbols ... The Antediluvian Buddhas ...

—————

CYCLOPEAN RUINS AND COLOSSAL STONES AS WITNESSES TO GIANTS ...

Living, Speaking, and Moving Stones ... It takes a God to become a Man ...

—————

STANZA XII.

— THE FIFTH RACE AND ITS DIVINE INSTRUCTORS ...

The Astronomical Dragon ... Serpents and Dragons under different Symbolisms ... The Sidereal and Cosmic Glyphs ... Our Divine Instructors ... The Origin of the Satanic Myth ... Noah was a Kabir, hence he must have been a Demon ...

xi

The oldest Persian Traditions about the Polar, and the Submerged Continents ... Western Speculations founded on the Greek and Purânic Traditions ... The "Curse" from a Philosophical point of view ...

—————

ADDITIONAL FRAGMENTS FROM A COMMENTARY ON THE VERSES OF STANZA XII.

...

The Oldest Records about Atlantis ... The Doom of Atlantis ... The Races, Sub-Races, and Family Races ...

—————

CONCLUSION ...

—————

BOOK II. — PART II. THE ARCHAIC SYMBOLISM OF THE WORLD-RELIGIONS.

ESOTERIC TENETS CORROBORATED IN EVERY SCRIPTURE ...

—————

§ XVI.

ADAM-ADAMI ...

The Cabalistic Four Adams ...

—————

XVII.

THE "HOLY OF HOLIES": ITS DEGRADATION ...

Christian Symbolism ... The "Four-faced" Brahma ... The Old and the New Jehovah ...

—————

XVIII.

ON THE MYTH OF THE "FALLEN ANGEL," IN ITS VARIOUS ASPECTS ... The Evil Spirit: Who and What? ... The Gods of Light proceed from the Gods of Darkness ... The many meanings of the "War in Heaven" ...

—————

XIX.

IS PLEROMA SATAN'S LAIR? ...

Jehovah's Personating Spirit ... The Mysterium Magnum ... The Logos and Satan are One ...

xii

XX. PROMETHEUS THE TITAN ...

His Origin in Ancient India ... The Boon he Gives ...

—————

XXI.

ENOICHION-HENOCH ...

—————

XXII.

THE SYMBOLISM OF THE MYSTERY NAMES IAO AND JEHOVAH ...

Cross and Circle ... The Fall of the Cross into Matter ...

—————

XXIII.

THE UPANISHADS IN GNOSTIC LITERATURE ...

When Time be no longer ... The Divine Self's Wisdom ...

—————

XXIV.

THE CROSS AND THE PYTHAGOREAN DECADE ...

Poseidon's Five Ministers ... The Mystery of the Number Six ... The Cross and Christian After-thought ...

————— XXV.

THE MYSTERIES OF THE HEBDOMAD ...

Saptaparna ... The Tetraktis in relation to the Heptagon ... The Septenary Element in the Vedas ... The Septenary in the Exoteric Works ... Seven in Astronomy, Science and Magic ... The Seven Souls of the Egyptologists ...

—————

BOOK II. — PART III.

ADDENDA.

SCIENCE AND THE SECRET DOCTRINE CONTRASTED.

I. ARCHAIC, OR MODERN ANTHROPOLOGY? ...

The Occult and the Modern Doctrines ... Science is Silent on every Problem ...

xiii

II. THE ANCESTORS MANKIND IS OFFERED BY SCIENCE ...

Various Modes of Reproduction ... A Pithecoid Man Wanted ... Plastidular Souls and Conscious Nerve-Cells ... The atoms of our "Father-Bathybius" ...

—————

III.

THE FOSSIL RELICS OF MAN AND THE ANTHROPOID APE ...

Insurmountable difficulties for the Darwinians ... The Argument of "Rudimentary Organs" ... "Epitomized History" in the Foetus ... The Evidence of Skulls ...

—————

IV. DURATION OF THE GEOLOGICAL PERIODS, RACE CYCLES, AND THE ANTIQUITY OF MAN ...

Sayce's Sketch of Chronology ... (a) Speculations on the Age of the Globe ... The Adept-Astronomer ...

(b) On Chains of Planets and their Plurality ... States of Consciousness ... Worlds mentioned in the Bible ...

(c) Esoteric Geological Chronology ... Parallelism of Life ... The Two Sciences contrasted ... The Paleolithic Landseer ... Astral Man — the Solution ... The Kabalists and Science ...

—————

V. ORGANIC EVOLUTION AND CREATIVE CENTRES ...

Dhyan Chohans and these Centres ...

(a) Origin and Evolution of the Mammalia ...

(b) The European Paleolithic Races — whence and how distributed ...

xiv

VI. GIANTS, CIVILIZATIONS, AND SUBMERGED CONTINENTS TRACED IN HISTORY ...

A Mysterious Nation ... The Seven Sabbaths ... "Revelation" and the "Secret Doctrine" ... Druidic Stones ... Races of Giants ... Mazdean "Seven Earths" ...

(a) Statements about the Sacred Islands ... The Heirloom of Atlantis ... The God-bearing Land ... The Power of Names ... The Sons of Coelus and Terra ... Southern and Northern Atlantis ... Niobe and her Children ... The Cycles of Time ... The Titans in Prison ... —————

VII.

SCIENTIFIC AND GEOLOGICAL PROOFS OF THE EXISTENCE OF SEVERAL SUBMERGED CONTINENTS ...

Corroborations of Occultism by Geology ... Evidence of the Flora ... Atlantis necessary to Ethnology ... Astraea falls on her Head ... Communication between South-Sea Islands ... Evidence of Language ... Ragon explains Masonic Symbols ... The End a fitting prelude to Truth ...

—————

xv

ÔH e;mh; didach; qujk e~stin ejmh, alla tou' pevmfantò" me.

"My doctrine is not mine, but his that sent me." — John vii.

16.

MODERN science insists upon the doctrine of evolution; so do human reason and the "Secret Doctrine," and the idea is corroborated by the ancient legends and myths, and even by the Bible itself when it is read between the lines.

We see a flower slowly developing from a bud, and the bud from its seed.

But whence the latter, with all its predetermined programme of physical transformation, and its invisible, therefore spiritual forces which gradually develop its form, colour, and odour? The word evolution speaks for itself.

The germ of the present human race must have preexisted in the parent of this race, as the seed, in which lies hidden the flower of next summer, was developed in the capsule of its parent flower; the parent may be but slightly different, but it still differs from its future progeny.

The antediluvian ancestors of the present elephant and lizard were, perhaps, the mammoth and the plesiosaurus; why should not the progenitors of our human race have been the "giants" of the Vedas, the Völuspa, and the Book of Genesis? While it is positively absurd to believe the "transformation of species" to have taken place according to some of the more materialistic views of the evolutionists, it is but natural to think that each genus, beginning with the molluscs and ending with man, had modified its own primordial and distinctive forms.

— "Isis Unveiled," Vol.

I., p. 153.

PRELIMINARY NOTES.

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ON THE ARCHAIC STANZAS, AND THE FOUR PRE-HISTORIC CONTINENTS.

"Facies totius Universi, quamvis infinitis modis variet, Manet tamen semper eadem." — SPINOZA.

THE Stanzas, with the Commentaries thereon, in this Book, the second, are drawn from the same Archaic Records as the Stanzas on Cosmogony in Book I. As far as possible a verbatim translation is given; but some of the Stanzas were too obscure to be understood without explanation.

Hence, as was done in Book I., while they are first given in full as they stand, when taken verse by verse with their Commentaries an attempt is made to make them clearer, by words added in brackets, in anticipation of the fuller explanation of the Commentary.

As regards the evolution of mankind, the Secret Doctrine postulates three new propositions, which stand in direct antagonism to modern science as well as to current religious dogmas: it teaches (a) the simultaneous evolution of seven human groups on seven different portions of our globe; (b) the birth of the astral, before the physical body: the former being a model for the latter; and (c) that man, in this Round, preceded every mammalian — the anthropoids included — in the animal kingdom.*

Moreover, the Second Adam is esoterically a septenary which represents seven men, or rather groups of men.

For the first Adam — the Kadmon — is the synthesis of the ten Sephiroth.

Of these, the upper triad remains in the Archetypal World as the future "Trinity," while the seven lower Sephiroth create the manifested material world; and this septenate is the second Adam.

Genesis, and the mysteries upon which it was fabricated, came from Egypt.

The "God" of the 1st chapter of Genesis is the Logos, and the "Lord God" of the 2nd chapter the Creative Elohim — the lower powers.

2 THE SECRET DOCTRINE.

The Secret Doctrine is not alone in speaking of primeval MEN born simultaneously on the seven divisions of our Globe.

In the Divine "Pymander" of Hermes we find the same Seven primeval men* evolving from Nature and "Heavenly Man," in the collective sense of the word, namely, from the Creative Spirits; and in the fragments (collected by George Smith) of Chaldean tablets on which is inscribed the Babylonian Legend of Creation, in the first column of the Cutha tablet, seven human beings with the faces of ravens (black, swarthy complexions), whom "the (Seven) great gods created," are mentioned.

Or, as explained in lines 16 and 18 — "In the midst of the Earth they grew up and became great . . . . Seven kings, brothers of the same family." These are the Seven Kings of Edom to whom reference is made in the Kabala; the first race, which was imperfect, i.e., was born before the "balance" (sexes) existed, and which was therefore destroyed.

(Zohar, Siphrah Dzeniouta, Idrah Suta, 2928, La Kabbale, p. 205.) "Seven Kings, brethren, appeared and begat children, 6,000 in number were their peoples" ( Hibbert Lectures, p. 372). The god Nergas (death) destroyed them.

"How did he destroy them?" "By bringing into equilibrium (or balance) those who did not yet exist" (Siphrah Dzeniouta). They were "destroyed," as a race, by being merged in their own progeny (by exudation); that is to say, the sexless race reincarnated in the bisexual

Nature being mingled with the Heavenly man (Elohim, or Dhyanis), brought forth a wonder . . . . Seven men, all males and females (Hermaphrodite) . . . according to the nature of the seven Governors" — Book II. v. 29) — or the seven Hosts of the Pitris or Elohim, who projected or created him.

This is very clear, but yet, see the interpretations of even our modern theologians, men supposed to be intellectual and learned! In the "Theological and philosophical works of Hermes Trismegistus, Christian (?) Neoplatonist," a work compiled by John David Chambers, of Oriel College, Oxford, the translator wonders "for whom these seven men are intended?" He solves the difficulty by concluding that, as "the original pattern man (Adam Kadmon of ch. i. Genesis) was masculine-feminine, the seven may signify the succeeding patriarchs named in Genesis" (p. 9) . . . A truly theological way of cutting the Gordian knot.

3 THE LEMNOS-BORN KABIRI.

(potentially); the latter in the Androgynes; these again in the sexual, the later third Race; (for further explanation, vide infra). Were the tablets less mutilated, they would be found to contain word for word the same account as given in the archaic records and in Hermes, at least as regards the fundamental facts, if not as regards minute details; for Hermes is a good deal disfigured by mistranslations.

It is quite certain that the seeming supernaturalism of these teachings, although allegorical, is so diametrically opposed to the dead- letter statements of the Bible * as well as to the latest hypotheses of science, that it will evoke passionate denial.

The Occultists, however, know that the traditions of Esoteric Philosophy must be the right ones, simply because they are the most logical, and reconcile every difficulty.

Besides, we have the Egyptian "Books of Thoth," and "Book of the Dead," and the Hindu Purânas with the seven Manus, as well as the Chaldeo- Assyrian accounts, whose tiles mention seven primitive men, or Adams, the real meaning of which name may be ascertained through the Kabala.

Those who know anything of the Samothracian mysteries will also remember that the generic name of the Kabiri was the "Holy Fires," which created on seven localities of the island of Electria (or Samothrace) the "Kabir born of the Holy Lemnos" (the island sacred to Vulcan).

According to Pindar (See "Philosophomena," Miller's edition, p. 98), this Kabir, whose name was Adamas, was, in the traditions of Lemnos, the type of the primitive man born from the bosom of the Earth.

He was the Archetype of the first males in the order of generation, and was one of the seven autochthonous ancestors or progenitors of mankind (ibid, p. 108). If, while coupling with this the fact that Samothrace was colonised by the Phœnicians, and before them by the mysterious Pelasgians who came from the East, one remembers also the identity of the mystery gods of the Phœnicians, Chaldeans, and Israelites, it will be easy to discover whence came also the confused account of the Noachian deluge.

It has become undeniable of late that the Jews, who obtained their primitive ideas about creation from Moses, who had them from

4 THE SECRET DOCTRINE.

the Egyptians, compiled their Genesis and first Cosmogonic traditions — when these were rewritten by Ezra and others — from the Chaldeo-Akkadian account.

It is, therefore, sufficient to examine the Babylonian and Assyrian cuneiform and other inscriptions to find also therein, scattered here and there, not only the original meaning of the name Adam, Admi, or Adami,* but also the creation of seven Adams or roots of men, born of Mother Earth, physically, and of the divine fire of the progenitors, spiritually or astrally.

The Assyriologists, ignorant of the esoteric teachings, could hardly be expected to pay any greater attention to the mysterious and ever- recurring number seven on the Babylonian cylinders, than they paid to it on finding the same in Genesis and the Bible.

Yet the number of the ancestral spirits and their seven groups of human progeny are there, notwiths tanding the dilapidated condition of the fragments, as plainly as they are to be found in "Pymander" and in the "Book of the Concealed Mystery" of the Kabala.

In the latter Adam Kadmon is the Sephirothal TREE, as also the "Tree of the Knowledge of Good and Evil." And that "Tree," says verse 32, "hath around it seven columns," or palaces, of the seven creative Angels operating in the spheres of the seven planets on our Globe.

As Adam Kadmon is a collective name, so also is the name of the man Adam.

Says George Smith in his "Chaldean Account of Genesis:"

"The word Adam used in these legends for the first human being is evidently not a proper name, but is only used as a term for mankind.

Adam appears as a proper name in Genesis, but certainly in some passages is only used in the same sense as the Assyrian word" (p. 86).

Moreover, neither the Chaldean nor the Biblical deluge (the stories of Xisuthrus and Noah) is based on the universal or even on the Atlantean deluges, recorded in the Indian allegory of Vaivaswata Manu.

They are the exoteric allegories based on the esoteric mysteries of Samothrace.

If the older Chaldees knew the esoteric truth concealed in the Purânic legends, the other nations were aware only of the Samothracian mystery, and allegorised it. They adapted it to their astronomical and anthropological, or rather phallic, notions.

Samothrace is known historically to have been famous in antiquity for a deluge, which submerged the country and reached the top of the highest mountains; an event which happened before the age of the Argonauts.

It was overflowed very

5 THE SECRETS OF KOUYUNJIK.

suddenly by the waters of the Euxine, regarded up to that time as a lake.* But the Israelites had, moreover, another legend upon which to base their allegory: the "deluge," that transformed the present Gobi Desert into a sea for the last time, some 10 or 12,000 years ago, and which drove many Noahs and their families on to the surrounding mountains.

As the Babylonian accounts are now only restored from hundreds of thousands of broken fragments (the mound of Kouyunjik alone having yielded to Layard's excavations over twenty thousand fragments of inscriptions), the proofs here cited are comparatively scanty; yet such as they are, they corroborate almost every one of our teachings, certainly three, at least.

These are: —

(1.) That the race which was the first to fall into generation was a dark Race (Zalmat Gaguadi), which they call the Adami or dark Race, and that Sarku, or the light Race, remained pure for a long while subsequently.

(2.) That the Babylonians recognised two principal Races at the time of the Fall, the Race of the Gods (the Ethereal doubles of the Pitris), having preceded these two.

This is Sir H. Rawlinson's opinion.

These "Races" are our second and third Root-races.

(3) That these seven Gods, each of whom created a man, or group of men, were "the gods imprisoned or incarnated." These gods were: the god Zi; the god Ziku (noble life, Director of purity); the god Mirku (noble crown) "Saviour from death of the gods" (later on) imprisoned, and the creator of "the dark Race which his hand has made;" the god Libzu "wise among the gods"; the god Nissi . . . . and the god Suhhab; and Hea or Sa, their synthesis, the god of wisdom and of the Deep, identified with Oannes-Dagon, at the time of the fall, and called (collectively) the Demiurge, or Creator.

(See Chaldean Account Genesis, p. 82.)

There are two "Creations" so called, in the Babylonian fragments, and Genesis having adhered to this, one finds its first two chapters distinguished as the Elohite and the Jehovite creations.

Their proper order, however, is not preserved in these or in any other exoteric accounts.

Now these "Creations," according to the occult teachings, refer respectively to the formation of the primordial seven men by the progenitors (the Pitris, or Elohim): and to that of the human groups after the fall.

6 THE SECRET DOCTRINE.

All this will be examined in the light of science and comparisons drawn from the scriptures of all the ancient nations, the Bible included, as we proceed.

Meanwhile, before we turn to the Anthropogenesis of the prehistoric Races, it may be useful to agree upon the names to be given to the Continents on which the four great Races, which preceded our Adamic Race, were born, lived, and died.

Their archaic and esoteric names were many, and varied with the language of the nationality which mentioned them in its annals and scriptures.

That which in the Vendidad, for instance, is referred to as Airyanem Vaêgo (see Bund.

79, 12) wherein was born the original Zoroaster,* is called in the Purânic literature "Sveta-Dwîpa," "Mount Meru," the abode of Vishnu, etc., etc.; and in the Secret Doctrine is simply named the land of the "Gods" under their chiefs the "Spirits of this Planet."

Therefore, in view of the possible, and even very probable confusion, that may arise, it is considered more convenient to adopt, for each of the four Continents constantly referred to, a name more familiar to the cultured reader.

It is proposed, then, to call the first continent, or rather the first terra firma on which the first Race was evolved by the divine progenitors: —

I. "The Imperishable Sacred Land."

The reasons for this name are explained as follows: This "Sacred Land" — of which more later on — is stated never to have shared the fate of the other continents; because it is the only one whose destiny it is to last from the beginning to the end of the Manvantara throughout each Round.

It is the cradle of the first man and the dwelling of the last divine mortal, chosen as a Sishta for the future seed of humanity.

Of this mysterious and sacred land very little can be said, except, perhaps, according to a poetical expression in one of the Commentaries, that the "pole- star has its watchful eye upon it, from the dawn to the close of the twilight of 'a day' of the GREAT BREATH."†

The last Zoroaster was the founder of the Fire temple of Azareksh and the writer of the works on the primeval sacred Magian religion destroyed by Alexander.

† In India called "The Day of Brahmâ."

7 HYPERBOREAS AND LEMURIA.

II. The "HYPERBOREAN" will be the name chosen for the Second Continent, the land which stretched out its promontories southward and westward from the North Pole to receive the Second Race, and comprised the whole of what is now known as Northern Asia.

Such was the name given by the oldest Greeks to the far-off and mysterious region, whither their tradition made Apollo the "Hyperborean" travel every year.

Astronomically, Apollo is of course the Sun, who, abandoning his Hellenic sanctuaries, loved to visit annually his far-away country, where the Sun was said never to set for one half of the year.

Eggu;" ga;r nukto" te kai h~mato" eisi keleuQoi, says a verse in the Odyssey (x. 86).

But historically, or better, perhaps, ethnologically and geologically, the meaning is different.

The land of the Hyperboreans, the country that extended beyond Boreas, the frozen- hearted god of snows and hurricanes, who loved to slumber heavily on the chain of Mount Riphaeus, was neither an ideal country, as surmised by the mythologists, nor yet a land in the neighbourhood of Scythia and the Danube.* It was a real Continent, a bona-fide land which knew no winter in those early days, nor have its sorry remains more than one night and day during the year, even now.

The nocturnal shadows never fall upon it, said the Greeks; for it is the land of the Gods, the favourite abode of Apollo, the god of light, and its inhabitants are his beloved priests and servants.

This may be regarded as poetised fiction now; but it was poetised truth then.

III.

The third Continent, we propose to call "Lemuria." The name is an invention, or an idea, of Mr. P. L. Sclater, who asserted, between 1850 and 1860, on zoological grounds the actual existence, in prehistoric times, of a Continent which he showed to have extended from Madagascar to Ceylon and Sumatra.

It included some portions of what is now Africa; but otherwise this gigantic Continent, which stretched from the Indian ocean to Australia, has now wholly disappeared beneath the waters of the Pacific, leaving here and there only some of its highland tops which are now islands.

Mr. A. R. Wallace, the naturalist, "extends the Australia of tertiary periods to New Guinea and the Solomon Islands, and perhaps to Fiji;" and from its Marsupial types he infers "a connection with the Northern Continent during the

8 THE SECRET DOCTRINE.

Secondary period," writes Mr. C. Gould in "Mythical Monsters," p. 47. The subject is treated at length elsewhere.*

IV. "Atlantis" is the Fourth Continent.

It would be the first historical land, were the traditions of the ancients to receive more attention than they have hitherto.

The famous island of Plato of that name was but a fragment of this great Continent.

(See "Esoteric Buddhism.")

V. The Fifth Continent was America; but, as it is situated at the Antipodes, it is Europe and Asia Minor, almost coeval with it, which are generally referred to by the Indo-Aryan Occultists as the fifth.

If their teaching followed the appearance of the Continents in their geological and geographical order, then this classification would have to be altered.

But as the sequence of the Continents is made to follow the order of evolution of the Races, from the first to the fifth, our Aryan Root-race, Europe must be called the fifth great Continent.

The Secret Doctrine takes no account of islands and peninsulas, nor does it follow the modern geographical distribution of land and sea.

Since the day of its earliest teachings and the destruction of the great Atlantis, the face of the earth has changed more than once.

There was a time when the delta of Egypt and Northern Africa belonged to Europe, before the formation of the Straits of Gibraltar, and a further upheaval of the continent, changed entirely the face of the map of Europe.

The last serious change occurred some 12,000 years ago,†

But he admits that a much closer proximity of India and Australia did certainly exist, and at a time so very remote that it was "certainly pre-tertiary," and he adds in a private letter that "no name has been given to this supposed land." Yet the land did exist, and was of course pre- tertiary, for "Lemuria" (accepting this name for the third Continent) had perished before Atlantis had fully developed; and the latter sunk and its chief portions had disappeared before the end of the Miocene period.

† One more "coincidence" — "Now it is proved that in geologically recent times, this region of North Africa was in fact a peninsula of Spain, and that its union with Africa (proper) was effected on the North by the rupture of Gibraltar, and on the South by an upheaval to which the Sahara owes its existence.

The shores of this former sea of Sahara are still marked by the shells of the same Gastropoda that live on the shores of the Mediterranean." (Prof.

Oscar Schmidt, "Doctrine of Descent and Darwinism," p. 244.)

9 PRE-TERTIARY GIANTS.

and was followed by the submersion of Plato's little Atlantic island, which he calls Atlantis after its parent continent.

Geography was part of the mysteries, in days of old.

Says the Zohar (iii., fol.

10a): "These secrets (of land and sea) were divulged to the men of the secret science, but not to the geographers."

The claim that physical man was originally a colossal pre-tertiary giant, and that he existed 18,000,000 years ago, must of course appear preposterous to admirers of, and believers in, modern learning.

The whole posse comitatis of biologists will turn away from the conception of this third race Titan of the Secondary age, a being fit to fight as successfully with the then gigantic monsters of the air, sea, and land, as his forefathers — the ethereal prototype of the Atlantean — had little need to fear that which could not hurt him.

The modern anthropologist is quite welcome to laugh at our Titans, as he laughs at the Biblical Adam, and as the theologian laughs at his pithecoid ancestor.

The Occultists and their severe critics may feel that they have pretty well mutually squared their accounts by this time.

Occult sciences claim less and give more, at all events, than either Darwinian Anthropology or Biblical Theology.

Nor ought the Esoteric Chronology to frighten any one; for, with regard to figures, the greatest authorities of the day are as fickle and as uncertain as the Mediterranean wave.

As regards the duration of the geological periods alone, the learned men of the Royal Society are all hopelessly at sea, and jump from one million to five hundred millions of years with the utmost ease, as will be seen more than once during this comparison.

Take one instance for our present purpose — the calculations of Mr. Croll.

Whether, according to this authority, 2,500,000 years represent the time since the beginning of the tertiary age, or the Eocene period, as an American geologist makes him say;* or whether again Mr. Croll "allows fifteen millions since the beginning of the Eocene period," as quoted by an English geologist,† both sets of figures cover the claims

† Mr. Charles Gould, late Geological surveyor of Tasmania, in "Mythical Monsters," p. 84.

10 THE SECRET DOCTRINE.

made by the Secret Doctrine.* For assigning as the latter does from four to five million years between the incipient and the final evolution of the Fourth Root-Race, on the Lemuro-Atlantean Continents; one million years for the Fifth, or Aryan Race, to the present date; and about 850, since the submersion of the last large peninsula of the great Atlantis — all this may have easily taken place within the 15,000,000 years conceded by Mr. Croll to the Tertiary Age.

But, chronologically speaking, the duratio n of the period is of secondary importance, as we have, after all, certain American scientists to fall back upon.

These gentlemen, unmoved by the fact that their assertions are called not only dubious but absurd, yet maintain that man existed so far back as in the Secondary Age.

They have found human footprints on rocks of that formation; and furthermore, M. de Quatrefages finds no valid scientific reason why man should not have existed during the Secondary Age.

The "Ages" and periods in geology are, in sober truth, purely conventional terms, as they are still hardly delineated, and, moreover,

It seems like a hopeless task to quote one set of figures from one work, without the risk of finding it contradicted by the same Author in an earlier or a subsequent volume.

Sir W. Thomson, one of the most eminent among the modern authorities, has changed, about half-a-dozen times, his opinion upon the age of the Sun and the date of the consolidation of the Earth's crust.

In Thomson and Tait's "Natural Philosophy," one finds only ten million years allowed, since the time when the temperature of the Earth permitted vegetable life to appear on it; (App.

D et seq.

also Trans.

Roy.

Soc.

Edin.

xxiii, Pt. 1, 157, 1862, where is cancelled). Mr. Darwin gives Sir W. Thomson's estimate as "a minimum of 98 and a maximum of 200 millions of years since the consolidation of the crust" (See Ch. Gould). In the same work (Nat.

Phil.) 80 millions are given from the time of incipient incrustation to the present state of the world.

And in his last lecture, as shown elsewhere, Sir W. Thomson declares (1887) that the Sun is not older than 15 millions of years! Meanwhile, basing his arguments as to the limits to the age of the Sun's heat, on figures previously established by Sir W. Thomson, Mr. Croll allows millions of years since the beginning of the Cambrian period.

This is hopeful for the lovers of exact knowledge.

Thus, whatever figures are given by Occult Science, they are sure to be corroborated by those of some one among the modern men of Science who are considered as authorities.

11 THE TROPICS AT THE POLE.

no two geologists or naturalists agree as to the figures.

Thus, there is a wide margin for choice offered to the Occultist by the learned fraternity.

Shall we take for one of our supports Mr. T. Mellard Reade? This gentleman, in a paper on "Limestone as an Index of Geological Time," read by him in 1878 before the Royal Society, claims that the minimum time required for the formation of the sedimentary strata and the elimination of the calcareous matter is in round numbers 600 million years (See "Proceedings of Royal Society," London, Vol.

XXVIII., p. 281); or shall we ask support for our chronology from Mr. Darwin's works, wherein he demands for the organic transformations according to his theory from 300 to 500 million years? Sir C. Lyell and Prof.

Houghton were satisfied with placing the beginning of the Cambrian Age at 200 and 240 millions of years back respectively.

Geologists and zoologists claim the maximum time, though Mr. Huxley, at one time, placed the beginning of the incrustation of the earth 1, million years ago, and would not surrender a millennium of it.

But the main point for us lies not in the agreement or disagreement of the Naturalists as to the duration of geological periods, but rather in their perfect accord on one point, for a wonder, and this a very important one.

They all agree that during "The Miocene Age" — whether one or ten million years ago— Greenland and even Spitzbergen, the remnants of our Second or Hyperborean Continent, "had almost a tropical climate." Now the pre-Homeric Greeks had preserved a vivid tradition of this "Land of the Eternal Sun," whither their Apollo journeyed yearly.

"During the Miocene Age, Greenland (in N. Lat.

708) developed an abundance of trees, such as the Yew, the Redwood, the Sequoia, allied to the Californian species, Beeches, Planes, Willows, Oaks, Poplars and Walnuts, as well as a Magnolia and a Zamia," says Science; in short Greenland had Southern plants unknown to Northern regions.

And now this natural question rises.

If the Greeks knew, in the days of Homer, of a Hyperborean land, i.e., a blessed land beyond the reach of Boreas, the god of winter and of the hurricane, an ideal region which the later Greeks and their classics have vainly tried to locate by searching for it beyond Scythia, a country where nights were short and days long, and beyond that land a country where the sun never set and the palm grew freely — if they knew of all this, who then told them of it? In

12 THE SECRET DOCTRINE.

their day, and for ages previously, Greenland must certainly ha ve been already covered with perpetual snows, with never-thawing ice, just as it is now.

Everything tends to show that the land of the short nights and the long days was Norway or Scandinavia, beyond which was the blessed land of eternal light and summer; and to know of this, their tradition must have descended to the Greeks from some people more ancient than themselves, who were acquainted with those climatic details of which the Greeks themselves could know nothing.

Even in our day, science suspects beyond the Polar seas, at the very circle of the Arctic Pole, the existence of a sea which never freezes and a continent which is ever green.

The archaic teachings, and likewise the Purânas — for one who understands the allegories of the latter — contain the same statements.

Suffice, then, to us the strong probability that a people, now unknown to history, lived during the Miocene period of modern science, at a time when Greenland was an almost tropical land.

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NOTE.

The reader is requested to bear in mind that the first and the following sections are not strictly consecutive in order of time.

In the first Section the Stanzas which form the skeleton of the exposition are given, and certain important points commented upon and explained.

In the subsequent sections various additional details are gathered, and a fuller explanation of the subject is attempted.

BOOK II. — PART I.

ANTHROPOGENESIS.

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